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Mensagens obtidas pela PF mostram que Vorcaro chamava Otto Alencar de ‘conselheiro’ e ‘comandante’

Advogado Ciro Soares atuava como intermediário entre o banqueiro e o senador baiano, que nega ter se reunido com o dono do Master

Mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro pela Polícia Federal (PF) mostram que ele tratava o senador baiano Otto Alencar (PSD) como seu “conselheiro” e recebia, por meio de um advogado, recados frequentes atribuídos ao parlamentar. O material também revela tentativas de marcar reuniões presenciais entre o dono do Banco Master e o congressista.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Globo, um relatório da PF aponta que o advogado Ciro Soares, que atuava para Vorcaro e tinha relação pessoal com integrantes dos três Poderes, funcionava como intermediário entre o banqueiro e o senador. Segundo os investigadores, o defensor costumava avisar Vorcaro quando estava reunido com Otto, enviava fotos ao lado do parlamentar e ligava para o banqueiro para transmitir “recados” do senador.

Procurado, Otto Alencar, que não é investigado, disse que nunca esteve com Vorcaro e que nunca falou com o dono do Master. Já Ciro Soares, que também não é alvo de inquéritos relacionados ao caso, afirmou que seria “natural uma reunião entre líder político e líder empresarial”, mas garantiu que não houve “almoço ou encontros” entre o banqueiro e o senador organizados por ele.

A defesa de Daniel Vorcaro não se manifestou sobre o caso, mas tem reiterado que o banqueiro está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos.

Um dos diálogos em poder da PF ocorreu no dia 30 de maio de 2024, período em que Otto integrava as comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Assuntos Econômicos do Senado.

 

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