Quatro trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em uma comunidade terapêutica de Feira de Santana, na Bahia. A fiscalização foi realizada por auditores da Secretaria de Inspeção do Trabalho, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Três das vítimas chegaram à instituição como pacientes, mas passaram a executar de forma permanente tarefas essenciais para o funcionamento do local, como preparo de alimentos, lavagem de roupas, limpeza, manutenção e acompanhamento de outros acolhidos. Segundo os fiscais, as atividades eram apresentadas como parte do tratamento, sem planejamento terapêutico que justificasse o trabalho contínuo, inclusive aos fins de semana.
O quarto trabalhador havia sido contratado diretamente pela comunidade em agosto de 2025 para cuidar dos pacientes e administrar medicamentos.
A fiscalização constatou que nenhum dos quatro tinha registro formal de trabalho. Eles enfrentavam problemas relacionados à jornada, remuneração, moradia, higiene, segurança e períodos de descanso. Em ao menos um caso, não havia pagamento pelo serviço prestado.
Também foram identificadas jornadas excessivas, atividades noturnas sem intervalos adequados e ausência de repouso semanal remunerado. Os trabalhadores dormiam nos mesmos espaços onde exerciam suas funções.
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