Deputado Valmir Assunção sobre abolição: ‘Liberdade incompleta’

Os 138 anos da abolição da escravatura no Brasil, completados nesta quarta-feira (13), não representam data de comemoração. Assim avalia o deputado federal Valmir Assunção (PT-BA). Embora reconheça a importância da Lei Áurea para o povo negro, o parlamentar pondera que a libertação dos escravos ocorreu sem reparação histórica e justiça social.
“Por que o 13 de maio não deve ser celebrado? A abolição não veio com reparação. Após a escravidão, a população negra foi deixada sem acesso à terra, moradia, educação e direitos básicos. A história do povo negro também foi apagada. O protagonismo do povo negro, dos quilombos e das revoltas populares foi silenciado por décadas”, protesta Valmir.
Essas marcas, segundo ele, permanecem até hoje. “A maioria da população em situação de pobreza no Brasil é negra. Pessoas negras ainda recebem menores salários, são maioria entre as vítimas da violência e seguem ocupando menos espaços de decisão e poder. Ou seja, o racismo continua estruturando desigualdades no país”, lamenta.
Compromisso
Ao defender que a liberdade seguirá incompleta enquanto houver racismo, Valmir Assunção lembra sua atuação na Câmara dos Deputados em defesa das cotas raciais, do Estatuto da Igualdade Racial, do 20 de novembro como feriado nacional (Dia da Consciência Negra) e em defesa do reconhecimento de Zumbi e Dandara como heróis do povo brasileiro.
“Enfrentar o racismo é defender a democracia e a dignidade. Nosso mandato segue ao lado dessa luta”, assevera.



