O piloto Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1 e um dos maiores nomes da história do automobilismo, foi reconhecido oficialmente como Herói da Pátria. Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 15.447/2026 determina a inscrição do nome do ex-piloto no Livro de Heróis e Heroínas da Pátria, mantido no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Tramitação
A homenagem foi proposta pelo senador Marcos Pontes (PL-SP), por meio do Projeto de Lei 789/2024. O texto recebeu parecer favorável do senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e foi aprovado em caráter terminativo pela Comissão de Esporte do Senado em maio, sem necessidade de votação no plenário. A lei foi publicada no Diário Oficial da União em 1º de julho de 2026.
Legado esportivo e social
Nascido em São Paulo, Senna conquistou três títulos mundiais de Fórmula 1 (1988, 1990 e 1991) e 41 vitórias em Grandes Prêmios ao longo da carreira. O piloto morreu em 1º de maio de 1994, aos 34 anos, após sofrer um acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.
Em 2023, Senna já havia sido declarado Patrono do Esporte Brasileiro. Agora, o reconhecimento como Herói da Pátria contempla não apenas suas conquistas esportivas, mas também o legado social deixado pelo piloto por meio do Instituto Ayrton Senna, criado após sua morte.
Segundo o senador Kajuru, a instituição contribui para ampliar oportunidades educacionais e combater a desigualdade social, transformando a vida de milhões de crianças e jovens em todo o país.
O título
O título de Herói ou Heroína da Pátria é uma homenagem concedida a personalidades que tiveram papel relevante na defesa ou na construção do país. Criado em 1992, o Livro de Heróis e Heroínas da Pátria é gravado em páginas de aço e fica em exposição permanente no Panteão da Pátria, em Brasília.
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