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Davi contra Golias: quartas de final da Copa colocam gigantes e azarões frente a frente

Com seis europeus entre os oito sobreviventes, o mata-mata reserva duelos que embaralham tradição e ousadia da Argentina de Messi à sensação Noruega

A Copa do Mundo de 2026 chega às quartas de final com um roteiro que Hollywood não ousaria escrever. Das oito seleções que seguem vivas nos Estados Unidos, seis vestem a camisa da Europa. As exceções  Argentina e Marrocos  carregam narrativas tão poderosas quanto contrastantes. Os confrontos, definidos na terça-feira (7), colocam impérios do futebol mundial diante de seleções que insistem em reescrever a própria história.

França x Marrocos: revanche com sabor de 2022

Quinta-feira (9), às 17h — Boston

Há quatro anos, no Catar, os franceses venceram os marroquinos por 2 a 0 na semifinal. Agora, o reencontro tem novos contornos: Marrocos chega como a primeira seleção africana a alcançar quartas consecutivas, após atropelar o Canadá por 3 a 0. A França de Mbappé, que despachou o Paraguai com 1 a 0, tenta convencer que a geração dourada ainda tem fome. Se em 2022 o Marrocos era a zebra, hoje entra com autoridade de quem já conhece o caminho.

Espanha x Bélgica: tradição contra geração desperdiçada

Sexta-feira (10), às 16h — Los Angeles

A Espanha chega embalada pelo adeus que impôs a Cristiano Ronaldo: vitória por 1 a 0 sobre Portugal. Já a Bélgica goleou os donos da casa, os EUA, por 4 a 1, exibindo o futebol que dela se esperava há uma década. É o duelo mais equilibrado tecnicamente, mas o peso da camisa espanhola ainda coloca os belgas no papel de quem precisa provar que merece a prateleira de cima.

Noruega x Inglaterra: o novo mundo desafia o berço do futebol

Sábado (11), às 18h — Miami

A Noruega eliminou o Brasil por 2 a 1 e já havia despachado a Costa do Marfim. Haaland lidera uma seleção que não pisava em Copas desde 1998 e é a definição do azarão que se recusa a fazer figuração. A Inglaterra sobreviveu ao México por 3 a 2 no Azteca lotado e carrega o peso de uma nação que persegue o bi desde 1966. Gigante contra novidade: é nesse desequilíbrio que mora a beleza do confronto.

Argentina x Suíça: Messi contra a frieza alpina

Sábado (11), às 22h — Kansas City

A Argentina protagonizou uma virada épica contra o Egito: perdia por 2 a 0 até os 32 do segundo tempo, quando Messi acionou o modo lenda e comandou o 3 a 2. A Suíça eliminou a Colômbia nos pênaltis com o pragmatismo de sempre defesa sólida e frieza tática. É Davi contra Golias em sua forma mais pura: de um lado, um dos maiores de todos os tempos; do outro, uma seleção que jamais passou das quartas e sonha com o capítulo mais glorioso de sua história.


Gigantes ou azarões, todos terão 90 minutos para provar que futebol não se joga no papel.

 

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