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Morte de sargento em Candeias: Polícia Militar nega omissão de socorro e classifica divulgação de site como Fake News

A Polícia Militar da Bahia (PMBA) emitiu um comunicado oficial para desmentir alegações de omissão de socorro no atendimento ao 1º Sargento da Reserva Remunerada, Romão Roberto dos Santos. O policial faleceu na noite de domingo (22), após ser baleado durante um assalto no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador, gerando boatos sobre negligência no resgate aéreo.

O crime, investigado com características de latrocínio, ocorreu enquanto o sargento ensinava a esposa a pilotar uma motocicleta. O casal foi surpreendido por homens armados que anunciaram o assalto e efetuaram diversos disparos. Romão foi atingido na cabeça e chegou a ser socorrido com vida para o Hospital Ouro Negro, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Com uma trajetória marcada pelo combate direto ao crime organizado, o sargento Romão foi um dos fundadores do Grupo Tático Especial (GOTE) e integrou a antiga 10ª Companhia da Polícia Militar (atual 26º Batalhão). Durante sua carreira, destacou-se pela atuação em municípios como Candeias, São Sebastião do Passé, Madre de Deus e São Francisco do Conde.

Após a morte do militar, informações veiculadas por um site apontaram suposta recusa e demora na transferência aérea do paciente. Em nota, a PMBA classificou as alegações como falsas. A corporação esclareceu que a operação de aeronaves exige critérios rigorosos de segurança e que, no momento do socorro, a região não oferecia condições de visibilidade nem infraestrutura adequada para a navegação noturna. Além disso, a decisão sobre o transporte cabia exclusivamente à equipe médica, que avaliou o quadro do paciente como extremamente grave e com restrições severas para qualquer tipo de deslocamento.

No fechamento do comunicado, a Polícia Militar lamentou a divulgação de dados imprecisos, ressaltando que a ação desrespeita a memória do policial e amplia a dor dos familiares. A corporação reafirmou que todas as medidas adotadas foram pautadas na legalidade e na técnica para a preservação da vida, e orientou os veículos de comunicação a realizarem a devida checagem dos fatos antes de publicar conteúdos que distorçam a realidade.

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