PF prende “Careca do INSS” e desencadeia nova fase da operação que investiga fraudes bilionárias no INSS

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira (12.set.2025) o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, por ordem do STF. As detenções ocorrem no âmbito da Operação Cambota, fase da investigação sobre descontos associativos indevidos contra beneficiários do INSS.
Segundo a PF, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A corporação apura crimes como embaraço de investigação de organização criminosa, dilapidação e ocultação de patrimônio e possível obstrução.
Entre os bens apreendidos nesta fase estão uma Ferrari F8, uma réplica da McLaren MP4/8 (modelo guiado por Ayrton Senna na F1 de 1993), armas, além de dinheiro, relógios e obras de arte. A PF não informou a quem pertencem os itens até o momento da publicação.
Em reportagem com fotos oficiais da operação, o Metrópoles registra que a Ferrari vermelha foi localizada com Fernando dos Santos Andrade Cavalcanti, ex-sócio do advogado Nelson Willians, alvo de busca nesta etapa. A coluna também mostra a réplica de F1 e acervo de luxo.
De acordo com a Agência Brasil, a Cambota é um desdobramento da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril, que apura um esquema nacional de descontos não autorizados em benefícios. O prejuízo estimado por PF e CGU é de R$ 6,3 bilhões (2019–2024).
Documentos citados pela CNN apontam que pessoas físicas e jurídicas ligadas a Antunes teriam recebido R$ 53,58 milhões das entidades associativas, diretamente ou por meio de empresas controladas.
A CNN e o SBT News informam ainda que, além das prisões, mandados foram cumpridos em endereços ligados ao advogado Nelson Willians, investigado por transações financeiras consideradas atípicas; suas defesas e a de Camisotti afirmam colaborar e negam irregularidades.
Próximos passos: a CPMI do INSS aprovou nesta quinta (11.set) pedidos de quebra de sigilos e cobra informações de órgãos públicos; os investigados devem ser ouvidos pelo colegiado.
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