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PEC que acaba com escala 6×1 deve ir ao plenário até maio, diz Hugo Motta

Representantes do setor produtivo avaliam que a redução da jornada pode elevar custos para empresas e afetar a competitividade, além de impactar a geração de empregos. Economistas defendem que o debate seja acompanhado por medidas de aumento de produtividade, como qualificação profissional, inovação e investimentos em infraestrutura.

Segundo o deputado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a cogitar o envio de um projeto de lei com urgência constitucional, mas a decisão foi manter a tramitação da PEC. “Durante o final de semana, eu expressei que nossa posição seria manter a tramitação da PEC. Eu penso que o governo compreendeu que esse seria o melhor caminho. E temos o compromisso de manter o calendário estabelecido”, afirmou em entrevista a jornalistas na residência oficial da Câmara.

A proposta em discussão é de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e estabelece jornada máxima de 36 horas semanais, com três dias de descanso. Já o governo defende uma carga de 40 horas semanais, com dois dias de folga, sem redução de salários.

O objetivo central das propostas é acabar com a escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

Representantes do setor produtivo avaliam que a redução da jornada pode elevar custos para empresas e afetar a competitividade, além de impactar a geração de empregos. Economistas defendem que o debate seja acompanhado por medidas de aumento de produtividade, como qualificação profissional, inovação e investimentos em infraestrutura.

Conteúdo: Metro1

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