Jerônimo Rodrigues anuncia adesão da Bahia a subsídio para reduzir preço do diesel

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, anunciou na segunda-feira, 30 de março de 2026, que o estado aderirá ao esforço fiscal proposto pelo governo federal para conter a alta do diesel. Pela medida, a Bahia passará a participar da política de estabilização do combustível, compartilhando com a União o custo de uma subvenção de até R$ 1,20 por litro do diesel importado. Desse total, R$ 0,60 ficarão sob responsabilidade do governo federal e os outros R$ 0,60 serão assumidos pelo estado.
Segundo o Palácio de Ondina, a decisão foi tomada em meio ao avanço dos preços provocado pela crise internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio. Ao anunciar a adesão, Jerônimo afirmou que a Bahia está em condições de contribuir com a medida e classificou a iniciativa como um esforço fiscal para proteger a economia popular e preservar o abastecimento.
A solução adotada pela Bahia surge após a União recuar da proposta inicial de zerar o ICMS sobre a importação do diesel e apresentar, em seu lugar, um modelo de subvenção compartilhada com os estados. De acordo com o Ministério da Fazenda, a proposta emergencial foi apresentada em 24 de março, com previsão de vigência até 31 de maio e impacto fiscal estimado em R$ 3 bilhões no período.
Além do subsídio, o governo baiano informou que vai intensificar a fiscalização sobre a cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis. O objetivo, segundo a gestão estadual, é coibir práticas abusivas e aumentar as chances de que a redução de custos seja efetivamente repassada ao consumidor final, evitando que o benefício fique restrito aos elos intermediários do mercado.
A medida anunciada por Jerônimo se soma a outras ações já adotadas pelo governo federal nas últimas semanas. Em 12 de março, a União zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel, o que representa redução de R$ 0,32 por litro, e também instituiu subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores, além de ampliar os instrumentos de fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O diesel é um insumo central para o transporte de cargas, o abastecimento urbano e parte relevante da cadeia de alimentos, o que amplia o peso político e econômico da decisão. Na prática, a aposta dos governos federal e estadual é que a combinação entre subsídio e fiscalização ajude a conter novos repasses ao consumidor em um momento de forte pressão internacional sobre os combustíveis.
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