DNIT fecha contrato de R$ 81,5 milhões para retomar operação de tráfego em 676 km das BRs-324 e 116 na Bahia
Após mais de um ano sem serviços estruturados nas rodovias, consórcio liderado pela Jardiplan vai oferecer guinchos, ambulâncias e monitoramento por câmeras até o leilão de concessão, previsto para o fim deste ano

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) formalizou a contratação de um consórcio para operar o tráfego em 676 quilômetros de duas das rodovias federais mais movimentadas da Bahia: a BR-324, que liga Salvador a Feira de Santana, e a BR-116, que segue de Feira até a divisa com Minas Gerais. O contrato, de R$ 81,5 milhões, foi assinado em 3 de agosto e tem vigência até 3 de novembro de 2027.
O consórcio vencedor do pregão é formado pela Jardiplan Urbanização e Paisagismo Ltda., empresa líder do grupo, e pela Biancar Locações e Serviços Ltda. A execução dos serviços terá duração de 15 meses a partir da ordem de início emitida pelo órgão federal, e a contratação foi firmada com base na Nova Lei de Licitações (Lei nº 14.133/2021).
O que muda nas estradas
Pelo contrato, o consórcio deverá colocar à disposição dos usuários uma estrutura completa de atendimento emergencial: guinchos leves e pesados, ambulâncias, veículos de inspeção, equipamentos para remoção de animais soltos nas pistas, brigadas de incêndio, além de monitoramento por câmeras e sensores ao longo de todo o trecho. Uma central de operações será responsável por receber e encaminhar chamados.
O superintendente do DNIT na Bahia, Roberto Alcântara, destacou que a medida representa um salto na qualidade do atendimento aos motoristas.
“Esse é um contrato específico para a operação da rodovia, com guinchos leves, guinchos pesados, por exemplo. E qual é a consequência disso? É celeridade no atendimento das ocorrências. Seja pane elétrica, pane mecânica, acidentes, além do atendimento médico que também será mais rápido.”
Fim do vácuo deixado pela ViaBahia
A contratação chega para preencher uma lacuna de mais de um ano sem operação de tráfego estruturada nas duas rodovias. Até maio de 2025, os trechos eram administrados pela concessionária ViaBahia, que atuou por quase 16 anos nas estradas. Com o encerramento do contrato de concessão, os motoristas passaram a contar apenas com a fiscalização básica do DNIT, sem os serviços de socorro mecânico, resgate médico e monitoramento contínuo.
Solução temporária até o leilão
O contrato com o consórcio tem caráter emergencial e transitório. A expectativa do governo federal é que ainda em dezembro de 2026 seja realizado o leilão para a nova concessão das rodovias, sob responsabilidade do Ministério dos Transportes. Caso uma nova concessionária seja definida antes do prazo final, o contrato atual pode ser suspenso antecipadamente — mecanismo conhecido no setor como “morte súbita”.
Enquanto o leilão não acontece, os mais de 676 quilômetros que cortam alguns dos corredores logísticos mais importantes do estado passam a contar, ao menos, com uma rede mínima de segurança e assistência para quem trafega diariamente entre Salvador, Feira de Santana e o interior baiano rumo a Minas Gerais.
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