Inflação desacelera para 0,09% em outubro, menor taxa para o mês desde 1998

A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), ficou em 0,09% em outubro, após ter avançado 0,48% em setembro, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado e representa a menor variação para o mês desde 1998, quando o índice registrou 0,02%.
Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,68%, voltando a ficar abaixo de 5% pela primeira vez desde janeiro e abaixo dos 4,76% observados no mesmo período de 2023.
Mesmo com a desaceleração, a inflação segue ligeiramente acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2025, de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Analistas do mercado financeiro estimam que o índice deve retornar ao intervalo da meta apenas em fevereiro de 2026, quando deve atingir cerca de 4,07%.
O principal fator de alívio no mês foi a queda de 2,39% na energia elétrica residencial, após alta de 10,3% em setembro. A redução ocorreu com a mudança da bandeira tarifária vermelha para o patamar 1, que diminuiu o adicional na conta de luz de R$ 7,87 para R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
Já o grupo de alimentos e bebidas apresentou leve alta de 0,01%, interrompendo quatro meses consecutivos de deflação, mas sem impacto significativo no índice geral — o menor para o mês de outubro desde 2017, quando o resultado foi negativo em 0,05%.



